quinta-feira, 14 de julho de 2011

Eu sou...





Eu sou os livros que leio, os lugares que conheço, as pessoas que amo.
Eu sou as cores que gosto, os perfumes que uso, as músicas que ouço.
Eu sou os beijos que dei, as noites em claro, sou aquilo que me deixei ser, aquilo que escolhi.
Eu sou cada sorriso que abri, cada lágrima que chorei, cada revolta que tive.
Eu sou cada um dos meus erros, cada perdão que não soube dar, cada palavra que calei.
Eu sou cada conquista alcançada, cada emoção controlada, cada laço que criei.
Eu sou a incredibilidade que sofro, a calúnia sofrida e a indiferença que se formou.
Eu sou as lembranças que tenho, os objetivos que traço, as mudanças que sofri e ainda sofrerei.
Eu sou a infância que tive, a motivação que carrego e o destino que reinventei.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sobre Pessoas e Livros...




Pessoas são como livros


Cada um com sua história. Alguns mais românticos, outros mais dramáticos, outros com mais aventura, mistério ou terror. Alguns são inesquecíveis. De outros eu esperava mais. Alguns eu julguei pela capa. Outros são raros, perdidos por aí, difíceis de achar. Algumas capas são elaboradas e bonitas, outras são simples e encantadoras.


Amores são como livros.


Uns maiores, outros menores. Algumas pessoas encontram livros perfeitos, livros feitos para elas. Em minha estante cada livro possui seu lugar definido, especial… Às vezes me pego em frente a eles, percorrendo com os olhos seus títulos, lembrando suas histórias, analisando o que cada um me ensinou, me trouxe de novo.



Houve os que me obriguei a ler, apenas para não me sentir derrotada. Houve os que devorei, os de páginas perfumadas. Houve os que li ao mesmo tempo e os que duraram apenas uma madrugada.


Há pessoas que nunca aprenderam a ler, não conheceram outros mundos, outras formas de pensar, não ousaram. Eu não conseguiria viver assim. Quero ler livros em todos os idiomas, com páginas de todas as cores, de vários autores, tempos, contextos. Quero fotos coloridas e em preto e branco, livros de artes, música, política e cinema. Quero livros que me façam imaginar as coisas mais surreais e confrontar meus próprios valores, muitas vezes, várias vezes. Quero livros, todos os livros do mundo!


Uma das grandes mentes, como Monteiro Lobato, dizia: "A sociedade é formada de pessoas e livros."

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Namore uma garota que lê

Texto retirado do site: http://d-metuamaodesconhecida.blogspot.com/




Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais.


Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.


Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa.


Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.


Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro. Compre para ela outra xícara de café. Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade.


Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.


É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma.


Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.


Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.


Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.


Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.


Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.


Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda.


Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.


Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.


Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.


~De Rosemary Urquico - (Tradução e Adaptação de Gabriela Ventura)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sobre Parecer Bem



Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios


Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador


Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos


Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

(Charles Chaplin)

domingo, 19 de junho de 2011

Sobre ficar triste sem motivos..


Quase todos os dias, quando estou quieta, desprevenida, distraída, percebo que ela se aproxima devagar, se acomoda, me abraça e fica.
Talvez todos sintam isso. Uns mais, outros menos... essa companhia inesperada de uma tristeza que vem sem avisar...
Tristeza sem motivo algum. Que só chega para atrapalhar as coisas, e fica aquele sentimento de que algo está incompleto, de que nada é bom o suficiente. Eu sei que tudo está no lugar que deveria estar, que tudo está perfeitamente normal, que minha vida é boa...


Se a tristeza sem motivo me abraça, eu a abraço de volta, que nosso encontro é menos dolorido se eu aceitar a sua presença. Já aprendi a conviver com ela. Tento humilhá-la colocando à frente os problemas do mundo, que são bem maiores do que os meus. 


Forço, o tempo todo, uma espécie de duelo entre minha razão e meus sentimentos. Se a razão ganha, lá estou eu, feliz de novo, felicidade nem sempre espontânea, alegria muitas vezes conquistada à força. 


Mas com a tristeza sem motivo, esse método nem sempre funciona. Ela é insistente e espaçosa e se recusa a ir embora. Então eu a deixo ficar o quanto quiser, eu sei que uma hora ela vai enjoar da minha cara e vai resolver ir embora de qualquer forma. Nem sempre há espaço para duelos. Não há argumento que intimide uma tristeza sem nexo, irracional.


Se insisto, ela me abraça mais forte, me aperta, me machuca. Melhor não competir. E o tempo, afinal de contas, é o senhor de tudo, ele manda ela embora, e ela vai do mesmo jeito que veio, sem dizer, sem se explicar...


Mas o melhor de tudo, é que aprendi a amenizar, sei que ela se distrai com livros, e ela gosta de abraços,  sinto que a tristeza chega até a ficar feliz!


Ela gosta da rua, do ar fresco, da presença das pessoas queridas. Ela gosta, se acalma, agradece... Abre espaço pra felicidade que existe dentro dela, sim, acho que até a minha tristeza tem um lado feliz, ou a minha felicidade um lado triste.
Não se preocupe em entender, nem eu entendo. Só sinto. Afinal, nem tudo na vida precisa de explicação pra ser vivido.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sobre a menina-mulher...



Adoro rir de tudo e de todo mundo, fazer bagunça na rua, falar besteira, rir até chorar, contar piadas toscas, abraçar meus amigos, adoro andar de mãos dadas...

Adoro passear no parque... adoro tudo que uma criança adora...
Não sou mais criança e apesar das minhas atitudes, sou madura o suficiente para saber o que quero, para agir da forma certa, para tomar decisões, para ser séria...

Sou menina, gosto da leveza que as minhas meninices me dão... 
Sou menina quando sinto falta da escolinha, do balanço, dos meus ursos de pelúcia e das minhas bonecas, menina quando ainda sinto na boca o gostinho de algodão doce, da bala de coco daquelas festinhas de aniversário, das brincadeiras no prédio, dos amigos que se foram com o vento...

Sou menina quando tenho minhas idéias malucas, quando saio inventando coisas, desenhando, escrevendo poesias e enormes textos sobre a minha vida, sobre o ser humano, sobre sentimentos, sobre o mundo...

E mesmo quando eu coloco as minhas idéias em seus devidos lugares e volto à realidade, faço transparecer em mim a maturidade que carrego comigo, acredito que posso enfrentar o mundo com o meu sorriso adolescente e meu jeito desencanado.

Mas também adoro fazer coisas de adulto... mesmo sendo menina me sinto mulher...
Adoro ler, escrever, estudar, adoro teatro, cinema fotografar.
Adoro ouvir, adoro aconselhar...

Me sinto mulher. Mulher quando me pergunto "Por que os valores que realmente importam se contam em notas e não em gestos? Porque as pessoas ainda são julgadas pela sexualidade e não pelo caráter? Porque uns tem tanto e outros tão pouco? Porque o mundo é esse caos eterno?"

Sou mulher quando arrisco, ganho ou perco, sofro, me arrependo por ter feito, ou por ter deixado de fazer...

Mulher quando tenho que sobreviver em meio tantas cobranças feitas por mim mesma e pela sociedade... Quando tenho que me impor, exigir respeito e conquistar o meu espaço... 

Mas no fim, não importa se menina ou mulher, sou sempre eu mesma: uma pessoa com o pensamento incoerente as vezes, desejos insanos, sentimentos intensos, um espírito aventureiro e uma alma inocente.

Inspirado em:

domingo, 12 de junho de 2011

Sobre me sentir bem...







Não me sentia bem assim fazia um bom tempo. E o melhor é que eu não sei por que, o motivo exato, eu só estou bem, não sei se feliz, mas bem. Os problemas são os mesmo, as preocupações são as mesmas, a rotina é a mesma. Mas mesmo tudo sendo igual, está tudo tão diferente. Pessoas aparecendo, estou ficando mais "sociável" nesses últimos tempos. Acho que estou conseguindo enxergar as coisas por um ponto de vista mais positivo.


Nesses últimos dias, eu já acordo sorrindo. Fico na cama até tarde só pra ficar pensando nas coisas que me fazem bem. Imagino pessoas, situações, me empolgo...


Os sorrisos voltaram a frequentar o meu rosto, não por obrigação, mas por vontade própria. Eu parei de me esconder do mundo e querer ser invisível. Sinto-me viva, isso é bom. Essa sensação de não estar mais amordaçada. Não sei o que me preenche, mas seja lá o que for, é bom. São mudanças simples, feitas por coisas simples, mas que mudaram completamente meu estado emocional.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ei, você aí





Aprendi a diferença entre dar a mão e acorrentar uma pessoa, que companhia nem sempre significa segurança, e que presentes não são promessas. Aprendi a construir meus ideais no hoje, porque o amanhã é incerto demais para planos...


Aprendi que sentimentos crescem mesmo que a longa distância, e que podemos fazer qualquer coisa, ou nada, e ainda assim teremos bons momentos juntos. Aprendi que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre mim, mas sou responsável por mim mesma. Aprendi que paciência requer muita prática.

Aprendi que quando se está com raiva, se tem o direito de estar com raiva, isso não te dá o direito de ser cruel. Aprendi que com a mesma severidade com que as pessoas julgam, elas em algum momento serão condenadas.


Não se preocupe em me fazer rir. Quando eu disser que estou bem, desconfie. Quando eu disser que não estou bem, me abrace. E quando eu disser que você é a razão pela qual eu estou aqui, não me decepcione. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sobre o mundo como um todo e as pessoas que vivem nele...





Drogas. Abortos. Pedófilos. Mulheres Frutas. Funk. MC. Apologia. Banalidade. Gravidez precoce. Pais que matam filhos. Filhos que matam pais. Trabalho Infantil. Guerra. Crime. Escravidão. Pessoas que maltratam crianças. Pessoas que maltratam animais. Pessoas que julgam. Pessoas que não têm respeito. Racismo. Orgulho. Soberba. Campos de concentração. Padrão de Beleza. Ditadura. Auto Flagelo. Tortura. Garotos que acham que garotas são um objeto sexual. Pessoas que brigam por qualquer coisa. Bullying. Futilidade. Dinheiro. Falta de Inteligência. Igreja. Manipulação. Vaidade. Falta de Talento. A Morte da Música. A Morte da Arte. Isolamento. Pessoas que só pensam em aparecer. Fome. Miséria. Desmatamento. A Revolta da Natureza. Desigualdade Social. DST. Fanatismo. Irresponsabilidade. Adoção de Senso Comum. Falta de Senso Crítico. Alienação. Falta de Amor Próprio. Falta de Amor No Geral, Em Seu Sentido Mais Literal. Desesperança. Caos. À Extinção.

Sobre o passado que persegue...

O fantasma do passado me assombra. Estou cansada, cansada de desculpas, de desculpar. Tento viver outra vida, mas o passado insiste em ficar, em fazer me lembrar dos bons detalhes da minha história. Eu quero ser feliz, mas não com esse passado, diferente de antes, eu quero ser feliz sozinha, ou com outro futuro, um em que eu tenha mais imposição e direito de resposta, um futuro que conspire pra que eu possa realizar meus desejos...


Então passado, por favor vai embora, não quero mais teu fantasma por perto, quero apenas ficar só, e voltar a sorrir sem ter você por perto me pedindo pra voltar no tempo, me pedindo pra pensar, me fazendo lembrar das lágrimas que já derramei por tua causa. 

Meu futuro me chama, e me pede para eu não desistir. Ele pede a cada segundo para ser forte e manter a situação por apenas mais um tempo. Ele diz que tudo valerá a pena no final. E eu acredito nesse futuro. Tudo bem, eu quero acreditar. Talvez seja uma bobagem minha, mas se for uma ilusão, que pelo menos minha vida tenha uma doce ilusão durante algum momento.


Eu não me sinto tão segura das minhas decisões já faz algum tempo. Mas como me pede o futuro, não posso desistir, não quero desistir, e não vou desistir. Parece bem simples, mas eu tive que reunir muitas forças para chegar até aqui. E ainda mais para recomeçar. Agora eu vou até o fim, não importa qual seja ele. É futuro, receio que você venceu dessa vez. Não me decepcione.


A forma como tudo isso acontece, é estranha pra mim. Mas estou tentando do meu jeito, tomar as rédeas da situação. Seria mais fácil se eu não ficasse pensando em como tudo poderia ter sido diferente. Eu me lembro que antes desse passado existia vida, e porque no futuro não há de existir também? 


Na verdade, eu desejaria não sentir mais nada. Ser uma psicopata as vezes me parece a melhor alternativa, não queria sentir nada, por ninguém. Pelo menos não agora. Eu tenho esse direito. Tudo o que preciso é dar um tempo, curar as feridas do passado e me acalmar, mas meu passado parece não entender isso. E vai ser assim por um bom tempo, não há como mudar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre amigos e amizades...


Aprendi ao longo dos anos que muitas pessoas passam a fazer parte de nossas vidas e a duras custas essas pessoas se dividem em grupos muito distintos:
Tem aqueles que apenas querem se aproximar de nós por carência afetiva e nos cobram presença o tempo todo.
Tem aqueles que por algum tipo de interesse vão se chegando para tirar proveito de alguma situação...
E existem aqueles que estão ao nosso lado e se dizem "amigos", mas não perdem uma oportunidade de presenciar uma falha nossa ou só vem pra perto quando não tem mais o que fazer.

Tem também aqueles que no convívio diário se mostram bons companheiros, que realmente chegam a virar AMIGOS... mas que um dia nos decepciona.. e somem.
Mas acima de tudo, aprendi que os verdadeiros amigos, são aqueles que aos poucos se chegam e com sutilidade ímpar, vão se infiltrando em nosso coração... Que não dizem que são nossos amigos, ja que não precisa de definição para isso... Esses conseguem compreender nosso olhar, nosso calar e principalmente decisões tomadas repentinamente, e que nem sempre são pra melhor... E ainda nos recebe de braços e sorrisos abertos.. mesmo depois de tanto tempo longe...

Sobre ser sincero demais...




O mundo está cheio de vilões e mocinhos que nunca são só uma coisa ou outra.
Há aqueles que vestem mascaras para agradar os outros e os que falam tudo na cara, sem se preocupar com o que os outros vão pensar ou sentir.
Mas todos falam muito sobre ser verdadeiro.
Mas será que é possivel ser 100% verdadeiro?
Honestamente, ser totalmente franco, transparente, nem sempre é a melhor alternativa.
Uma desculpa pode sim, evitar um transtorno daqueles.
Uma omissão de fatos é valida sim, se for para evitar sofrimentos.
E estar bem com sua consciencia é meio caminho andado para acertar.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sobre Essas Noites Frias...





Numa dessas noites frias, eu sozinha entre as cobertas, senti falta de alguém ou de algo que nem sei o que era.

Olhando para trás me vi fria, calculista e sozinha. Vencedora entre muitos, mas triste. 

Sabia que o dia do auto-questionamento ia chegar, mais cedo ou mais tarde, e o que me perturba, são as várias perguntas sem nenhuma resposta.

A mente ansiosa, fica confusa e atordoada e os pensamentos se perdem na escuridão
Onde até a solidão nessas horas se faz mais sozinha
Nas noites negras e frias onde eu sou só, me sinto só



E aí sonho meus sonhos de vida na noite da solidão
E nele você vem surgindo naquele sorriso
Com um beijo no canto da boca trazendo você só pra mim
Querendo-me, aquecendo-me com seus abraços ternura


E os sonhos se vão noite adentro
Fugindo no labirinto das fantasias
Puro desespero...
E assim as duas almas solitárias se unem nas noites frias


Mas minha realidade, infelizmente é outra
E sozinha abraço a minha própria solidão... e com ela vou dormir...

domingo, 29 de maio de 2011

Good Bye My Dear


Meu caminho é sem marcos nem paisagens. Mas mesmo assim eu consigo saber para onde vou, meio confusa as vezes, mas com o rumo na minha mão. 
No momento não procuro nada, não desejo nada, só quero estar comigo mesma.

A razão por que a despedida me dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Não se se sempre estarão. Naquela
 porta quando olhaste bem nos olhos meus, e o meu olhar era de adeus, fazendo os teus em lágrimas se desmanchar... Senti remorso e duvidei dos meus atos. Mas a vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, a calar-me para ouvir aos outros mesmo quando o meu desejo é enfiar uma faca na garganta, a sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo... Você me diz que eu posso ser melhor do que isso. Mas fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, isso eu não consigo aguentar.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste. Venho dos teus braços. Não sei para onde vou... Você se despediu da sua tão querida criança, com um pesar que sinto sempre quando revejo a cena nos flashs que passam pela minha memória.

Vou desbravar novos rumos nesse barco agitado que é minha vida. Quero viver diferente. Quando a vida me cansa, o melhor é partir... E infelizmente, levo uma triste lição que aprendi, quando me disse que a minha felicidade estava longe de ti.


Prefiro acreditar que não nos dissemos adeus, mas que nos separamos para que o destino nos dê um reencontro feliz.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Tendência da Rotina


A ociosidade daquele diálogo...
 "Você está bem?"
O sorriso postiço: "Estou bem."
A insistência necessária: "Bem mesmo?"
(Oh, Deus!): "Bem mesmo."
A pergunta exasperante: "Você quer alguma coisa?"
A resposta invariável: "Não quero nada."
O pensamento não dito: "Quero viver! Viver!"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre ansiedade, barcos e metáforas...



Leitor imáginário, eu sou muito ansiosa. Se você também é, sabe do que eu estou falando. Eu não fico roendo minhas unhas ou comendo caixas inteiras de chocolate, como algumas pessoas fazem, talvez essas pessoas tenham um tipo diferente de ansiedade...


Não tenho paciência para esperar nada, tenho vontade de correr, de fazer logo. Sejam meus desenhos, meus livros, seja meu tão procurado trabalho... Esse último me deixa absolutamente tensa.


Esses dias li numa revista uma frase que dizia que "devemos deixar o barco correr". Eu não entendo nada de barcos, mas sei que não tenho paciência pra deixar o barco correr. Se eu tivesse um, eu ia posicionar a vela na direção em que eu quisesse seguir, eu ia remar, e se não tivesse remo nem vento eu mesma ia soprar até conseguir chegar ao meu destino. Afinal não dá pra sentar no barco e esperar que ele vá para onde bem entender, afinal ele é só um barco e não sabe de nada.


O barco é meu e eu estou no comando. Mas sei que mesmo que eu tente posicionar o barco, muita coisa pode acontecer, o tempo pode mudar, podem aparecer motivos que me façam voltar, eu posso perder os remos, me cansar e ficar sentada lá a toa...


O ponto é, se eu deixar o barco correr eu não sei pra onde ele vai sismar de ir, e eu tenho direções bem definidas pra ele. É disso que sofrem os ansiosos.


O ruim nos ansiosos é que eles querem controlar o barco o tempo todo, e ficam aflitos quando tem que esperar algo que não depende deles.


Há uma maneira de tentar amenizar isso: as vezes devemos deixar o barco correr, as vezes temos que tomar a direção. Parece simples, mas sei que não é. Sei que a ansiedade não vai acabar, mas o motivo eu já disse: Deve ser porque eu não entendo nada de barcos...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Retrospectiva...

Já passei noites chorando até pegar no sono,
Já fui dormir tão feliz ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já amei pessoas que me decepcionaram,

Já decepcionei pessoas que me amaram...
Já tive tanta certeza de mim... ao ponto de querer sumir...
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
Já tive crises de riso quando não podia...
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver alguém rir de mim e não comigo
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram...

Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais pra mim...
Não espero acertar sempre
Não me faça ser o que eu não sou,

Não me convide a ser igual, porque eu sou diferente, em partes, é claro.
Em outras sou igual a qualquer ser
Então, nessas indefinições, não se acha nada concreto e sim partículas que se entrosam e se modificam a cada segundo que se passa...

O passado não volta, e isso é o bom da vida.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sou o que fizestes de mim...



Sou alguém comum, que a multidão de homens comuns esconde
Nem sempre certo, nem sempre errado, às vezes sequer diferente
Já senti saudades doloridas de mim
Já me escondi, apavorado
Já tive medo da morte, e já a desejei, e já a venci
Já tive medo da vida, e já a desejei, e já a vivi
Sou alguém que caminha pela estrada
As vezes de mãos dadas com a alegria
Outras, abraçado pela tristeza
Tenho os olhos tristes (já o disseram) mas consigo, aqui e ali, sorrir - mesmo que para esconder
Sou alguém comum, que a multidão de homens comuns esconde...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pra refletir: Deus é Triste




Domingo descobri que Deus é triste
pela semana afora e além do tempo.
A solidão de Deus é incomparável.
Deus não está diante de Deus.
Está sempre em si mesmo e cobre tudo
tristinfinitamente.
A tristeza de Deus é como Deus: eterna.
Deus criou triste.
Outra fonte não tem a tristeza do homem.

(Carlos Drummond De Andrade)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Culpa em Poesia

Eu sou o dono de todos os erros que existem
Sou a fome dos abandonados
O teto caído dos desabrigados
Sou a alma que vaga a procura da luz divina
Sou a sombra e a chuva que predomina


Sou a tempestade que cobre teus dias ensolarados
Sou a lágrima de tristeza que escorrem dos teus olhos desamparados
Eu sou o verso e a vida!
Não, melhor, eu sou a própria ausência deles...

Busque e mim apenas dor e desespero
É isso que tenho de melhor para oferecer

Eu sou aquele que ama sem saber
Aquele que tenta se expressar sem nada dizer
E que nunca alcança sucesso nessa busca incessante pela tal senhora Felicidade
Mas que ainda assim sabe que tudo isso se acalma no teu sorriso, teu abraço, teu carinho...


Teus braços são o melhor abrigo que existem
Neles posso deitar e dormir em paz
Eu sou a culpa em pessoa
Mas com você posso pintar dentes em minha boca para poder mostrá-los.