domingo, 29 de maio de 2011

Good Bye My Dear


Meu caminho é sem marcos nem paisagens. Mas mesmo assim eu consigo saber para onde vou, meio confusa as vezes, mas com o rumo na minha mão. 
No momento não procuro nada, não desejo nada, só quero estar comigo mesma.

A razão por que a despedida me dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Não se se sempre estarão. Naquela
 porta quando olhaste bem nos olhos meus, e o meu olhar era de adeus, fazendo os teus em lágrimas se desmanchar... Senti remorso e duvidei dos meus atos. Mas a vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, a calar-me para ouvir aos outros mesmo quando o meu desejo é enfiar uma faca na garganta, a sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo... Você me diz que eu posso ser melhor do que isso. Mas fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, isso eu não consigo aguentar.

Vou-me embora. Estou triste: mas sempre estou triste. Venho dos teus braços. Não sei para onde vou... Você se despediu da sua tão querida criança, com um pesar que sinto sempre quando revejo a cena nos flashs que passam pela minha memória.

Vou desbravar novos rumos nesse barco agitado que é minha vida. Quero viver diferente. Quando a vida me cansa, o melhor é partir... E infelizmente, levo uma triste lição que aprendi, quando me disse que a minha felicidade estava longe de ti.


Prefiro acreditar que não nos dissemos adeus, mas que nos separamos para que o destino nos dê um reencontro feliz.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Tendência da Rotina


A ociosidade daquele diálogo...
 "Você está bem?"
O sorriso postiço: "Estou bem."
A insistência necessária: "Bem mesmo?"
(Oh, Deus!): "Bem mesmo."
A pergunta exasperante: "Você quer alguma coisa?"
A resposta invariável: "Não quero nada."
O pensamento não dito: "Quero viver! Viver!"

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sobre ansiedade, barcos e metáforas...



Leitor imáginário, eu sou muito ansiosa. Se você também é, sabe do que eu estou falando. Eu não fico roendo minhas unhas ou comendo caixas inteiras de chocolate, como algumas pessoas fazem, talvez essas pessoas tenham um tipo diferente de ansiedade...


Não tenho paciência para esperar nada, tenho vontade de correr, de fazer logo. Sejam meus desenhos, meus livros, seja meu tão procurado trabalho... Esse último me deixa absolutamente tensa.


Esses dias li numa revista uma frase que dizia que "devemos deixar o barco correr". Eu não entendo nada de barcos, mas sei que não tenho paciência pra deixar o barco correr. Se eu tivesse um, eu ia posicionar a vela na direção em que eu quisesse seguir, eu ia remar, e se não tivesse remo nem vento eu mesma ia soprar até conseguir chegar ao meu destino. Afinal não dá pra sentar no barco e esperar que ele vá para onde bem entender, afinal ele é só um barco e não sabe de nada.


O barco é meu e eu estou no comando. Mas sei que mesmo que eu tente posicionar o barco, muita coisa pode acontecer, o tempo pode mudar, podem aparecer motivos que me façam voltar, eu posso perder os remos, me cansar e ficar sentada lá a toa...


O ponto é, se eu deixar o barco correr eu não sei pra onde ele vai sismar de ir, e eu tenho direções bem definidas pra ele. É disso que sofrem os ansiosos.


O ruim nos ansiosos é que eles querem controlar o barco o tempo todo, e ficam aflitos quando tem que esperar algo que não depende deles.


Há uma maneira de tentar amenizar isso: as vezes devemos deixar o barco correr, as vezes temos que tomar a direção. Parece simples, mas sei que não é. Sei que a ansiedade não vai acabar, mas o motivo eu já disse: Deve ser porque eu não entendo nada de barcos...