sábado, 18 de abril de 2020

Te conhecendo... E só.


É nostálgico pra mim visitar espaços que fazem parte do meu passado, pois nessas voltas que a vida dá, quando retorno aos mesmos lugares já não sou mais a mesma.

Eu tenho sede de controle, ao mesmo tempo que sou uma pessoa ambígua. Tenho plena consciência de que esse controle não existe. A vida é imprevisível e surpreendente.

Nesse ciclo da vida, retorno a lugares em minha mente que eu não visitava a mais de uma década. É um tanto assustador, confesso.

Me sinto novamente a menina-mulher. A menina que adora falar bobagem, rir até chorar... Gosto da leveza que minhas meninices me dão... Sou menina quando ainda sinto na boca o gostinho de algodão doce cor de rosa, quando invento e escrevo enormes textos sobre a vida e sobre os sentimentos.

A dualidade conflitante é que quando coloco os pensamentos no lugar, faço transparecer a maturidade que carrego comigo. Eu amo fazer coisas de adulto... Mesmo sendo menina me sinto mulher.

Mulher quando leio, estudo, aprendo, me questiono, me desafio. Mulher quando arrisco, assumo, quando tenho coragem, me imponho. Mulher quando perdôo, conquisto, alcanço e consigo. Mulher quando sobrevivo em meio as minhas próprias cobranças, além das cobranças externas.

No fim, não importa. Menina ou mulher, vou continuar essa pessoa com o pensamento as vezes incoerente, medos insanos, sentimentos intensos e uma alma inocente.

Espero que goste, porque eu, to gostando.

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